Monty Phyton

05out09

Em 5 de outubro 1969, foi ao ar o pela primeira vez o programa Monty Phyton’ Flying Circus pela BBC.

Durante seis anos, de 1969 a 1974, Eric Idle, Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin, Terry Jones fizeram o mundo rir. E ainda hoje, 40 anos depois as piadas são mortais.

Aproveitem!


“Para mim a gravação de outro artista requer uma certa discrição. As canções têm seus mistérios. Eu fico do lado de fora esperando o resultado” (Chico Buarque)

De presente, a história de uma música cheia de mistérios tão banais: “Olhos nos olhos”

Maria Bethânia – Olhos nos olhos (depoimento e música)

Olhos nos olhos – Chico (depoimento e música)


A batalha decisiva entre o imperador francês Napoleão e as forças aliadas, sob o comando do Duque de Wellington, foi travada em 18 de junho de 1815. A luta aconteceu perto de Bruxelas, na Bélgica, na vila de Waterloo. Essa batalha provocou mudanças drásticas nas fronteiras políticas e no equilíbrio de poder na Europa.

Mas, acima de tudo, causou mudanças drásticas na trajetória do personagem histórico Napoleão.

O Tratado de Fontainebleau, de 1814, exilara Napoleão na Ilha de Elba, de onde fogiu no ano seguinte. Desembarcou, então, na França com um Exército e reconquistou o poder. Dessa maneira, teve início o então Governo dos Cem Dias. A Europa coligada, no entanto, retomou sua luta contra o Exército francês. Quando Napoleão entrou na Bélgica, foi derrotado por uma coligação anglo-prussiana na Batalha de Waterloo e abdicou pela segunda vez, pondo fim ao Império Napoleônico. Napoleão foi preso e exilado pelos britânicos na ilha de Santa Helena.

Até hoje, não há certeza da causa da morte de sua morte. Na década de 1960, pesquisadores investigaram sua casa na Ilha de Santa Helena e encontraram restos de Arsênico (veneno letal) em suas roupas, cabelo, nos móveis, pratos, talheres etc. Então, concluiu-se que ele fora envenenado aos poucos, até sua morte.

Porém, hoje em dia, já se sabe que Napoleão tinha câncer no estômago e, provavelmente, foi tratado com um remédio da época que, possuia, em sua constituição, Arsênico e solventes. Como tomou esse remédio por um período grande, e constantemente, acredita-se que o arsênico se acumulou em seu corpo.

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Paul Delaroche: Napoleão abdicando em Fontainebleau, 1855 (obra póstuma)


Antes de Marilyn Monroe, a atriz de cinema (detalhe: loira) Jean Harlow, nome artístico de Harlean Carpentier, já envolvia os norte-americanos ao explorar pioneiramente seu sex-appeal. Nascida no Kansas em março de 1911, Jean começou a carreira como figurante em Hollywood, para pagar as despesas da casa – fazendo as vezes de seu padrasto, que não gostava de trabalhar.

A jovem encantou a atriz Howard Hugues, que refilmava Anjos do Inferno, em versão falada. Com apoio, Jean fez turnê pelos EUA divulgando o filme e exibindo sua beleza para o público e diretores de outros estúdios. A trajetória de estrela durou 10 anos e rendeu 30 filmes.

Com 21 anos, Jean se casou com Paul Bern, assistente de Irving Thalberg, na MGM. A loura platinada ao lado de um pequeno homem de 42 anos, de poucos cabelos e bigode fino. Chamado carinhosamente de “pequeno padre confessor”, por sua paciência em ouvir problemas alheios, Bern não sabia com as próprias limitações. Impotente sexual, o companheiro de Jean a agredia com freqüência. Encharcado do perfume preferido da musa – Mitsuko – o marido frustrado se suicidou com um revólver.

Cinco anos depois, com insuficiência renal, Jean morreu em Los Angeles, há exatamente 68 anos. Em 2004, foi interpretada pela cantora Gwen Stefani no filme O Aviador, de Martin Scorsese.


07jun09

Há exatos 515 anos, firmava-se um acordo de suma importância para nós, brasileiros. Fundamentado, entre outros, em um medo por parte do reino de Portugal de perder o domínio de suas conquistas na recém-descoberta América, o Tratado de Tordesilhas estabeleceu um acordo, ao menos em teoria, entre as coroas portuguesa e de Castela e Aragão – estas duas últimas formariam o reino da Espanha tempos depois.

Segundo o Tratado, terras situadas a 370 a oeste de Cabo Verde pertenceriam a Portugal, ao passo que o território do lado o oposto se tornaria posse dos futuros espanhóis.

No entanto,


05 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data foi instituída pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972, estabelecida a partir da abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano. Desde então, o dia é lembrado para catalisar a atenção e ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental.

O tema do Dia Mundial em 2009 é “Seu planeta precisa de você: Unidos contra as mudanças climáticas”. Os principais objetivos das comemorações são:

1. Mostrar o lado humano das questões ambientais;
2. Capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável;
3. Promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais;
4. Advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais próspero.

Este ano, o México será a sede mundial das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente. Isso reflete o engajamento dos países da América Latina e Caribe na luta contra as mudanças climáticas na busca por manejar adequadamente suas florestas, demais recursos naturais e a produção de energia reduzindo suas taxas de carbono.

O México é bastante engajado nas questões ambientais e é um dos países que mais contribuiu com a campanha 7 Bilhões de Árvores, desenvolvida pelo PNUMA. (http://www.unep.org/billiontreecampaign/portuguese)

Aproveitando o propósito desse dia, quando o assunto é meio ambiente é bom retomar o assunto da seleta de lixo, que apesar de nos últimos anos ter aumentado nos lares e estabelecimentos comerciais brasileiros, ainda deixa muito a desejar.

Ainda que faltem políticas públicas que facilitem o recolhimento do lixo para reciclagem, é vergonhosa a falta de postura e indiferença das pessoas em relação a essa prática, tão simples de ser adotada.

Outras atitudes que contribuem na preservação do meio ambiente são: atentar para o consumo de água, não jogar bitucas de cigarro nas estradas para evitar incêndio, incentivar a seleção de resíduos e a reciclagem na empresa. Em reservas naturais, parques e áreas preservadas em geral, já existem códigos de conduta que podem ajudar a reduzir o impacto ambiental.


Tetris

06jun09

Há 25 anos, um cientista russo teve uma idéia genial e viciante, ele próprio admite em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

- O programa não era complicado. Não havia pontuação ou níveis.
Mas eu comecei a jogar e não conseguia para. Foi isso.

O ano era 1984. Alexey Pajitnov, enfurnado em uma sala da Academia Soviética de Ciências, tinha em mãos um moderníssimo Eletronika 60 e, programando quebra-cabeças e outros jogos na máquina, acabou criando um dos passatempos mais famosos do mundo.

Estamos falando do Tetris, um quebra-cabeça cujo objetivo é encaixar blocos de diversos formatos, impedindo que eles alcancem o topo da tela.

Caso você tenha crescido numa caverna e não conheça o jogo, clique aqui.


Em 22 de maio de 1455, ocorre a primeira batalha da Guerra das Duas Rosas, a batalha de St. Albans.

A Guerra das Duas Rosas foi uma série de longas lutas dinásticas pelo trono da Inglaterra, ocorridas ao longo de trinta anos de batalhas esporádicas (1455 e 1485), durante os reinados de Henrique VI, Eduardo IV e Ricardo III. Em campos opostos, encontravam-se as casas de York e de Lancaster. A Guerra deve o seu nome aos símbolos das duas famílias: uma rosa branca para a Casa de York, uma vermelha para a Casa de Lancaster (ambas de descendência Plantageneta).

Esta história inspirou a peça de William Shakespeare, The life and death of King Richard the Second, traduzida para o português como Ricardo II. O vídeo Casting a King é um documentário que mostra como o complexo rei de Shakespeare pode ser retratado de diferentes maneiras.


Por motivos mais do que significativos, o dia de hoje vale ser lembrado pelo aniversário de independência do Timor Leste. Vale ressaltar que apenas há sete anos, a 20 de maio de 2002, a República Democrática do Timor Leste se tornou finalmente um país independente, daí a referência como este sendo um dos países mais jovens do mundo.

É lamentável que a recuperação dessa data seja a reconstituição de uma história de exploração, violência e massacres. 

Desde os primeiros contatos dos habitantes da ilha com europeus – por volta de 1512 – o território timorense foi usado para fins comerciais e teve seus recursos explorados pelos portugueses durante os quatro séculos seguintes. Dili, a capital do país, apenas nos anos 60 do século XX passou a ter luz elétrica, escolas e hospitais permanecendo as demais áreas do país em atraso absoluto. 

Depois da Revolução dos Cravos, o governo português optou por abandonar a ilha em 1975 passando o poder para a FRETILINI (Frente Revolucionária de Timor Leste) que proclamou a República do país a 28 de Novembro do mesmo ano. Mas a independência não durou nem um mês. Em dezembro, forças militares indonésias invadiram o Timor sob a ordem do governante da Indonésia, Suharto. A Assembléia Geral da Onu que repudiou essa ação, mais uma vez deu mostras de sua fragilidade frente a sua suposta missão de salvaguardar a paz e segurança entre os países.

Crê-se que cerca de um terço da população existente em 1975 foi, até à entrada das tropas das Nações Unidas, dizimada por ação indonésia.

Alguns fatos deram maior repercussão a causa do Timor Leste, ignoradas pela opinião púbica de um modo geral: o prêmio Nobel da Paz ao Bispo Carlos Ximenes Belo e José Ramos Horta  em1996,  a visita de Nelson Mandela, então presidente sul africano, ao  líder da FRENTILINI, Xanana Gusmão, em 1997; e o enfraquecimento da economia da Indonésia frente a crise Asiática no ano seguinte.

Então, em 1999 e sob a supervisão da Onu, Portugal e Indonésia começaram negociações em relação à independência do Timor.  Nesse momento, o governador indonésio promoveu inúmeros programas sociais e a construção de escolas e hospitais no Timor na tentativa de criar uma boa imagens para a população.

Na contra mão, o exército indonês treinava várias milícias que serviram de ameaça contra o povo durante referendo que definiria os rumos políticos do país.

No dia 30 de agosto de 1999 , mais de 98% da população timorense foi às urnas para votar, e o resultado apontou que 78,5% dos timorenses queriam a independência.

Durante a apuração do resultado, inúmeras pessoas supostamente apontadas como a favor da independencia foram massacradas nas ruas, outras levadas por caminhões a destinos desconhecidos. Os estrangeiros foram retirados do país, e a população timorense ficou refém da violência dos militares e indonésios. 

De 1999 a 2001 a Onu manteve forças internacionais no país. Em 2002, após novo referendo, a população escolheu Xanana Gusmão para a presidência e em 20 de maio de 2002, Timor alcançou de fato sua independência.

 Terminava assim, após praticamente 25 anos, um dos massacres mais cruéis do século XX.

Vale relembrar que uma parte pequena dessa história, porém significativa, foi registrada pela atriz brasileira Lucélia Santos e sua equipe cinematográfica em “Timor – o massacre que o mundo não viu”. Eles estiveram no Timor em 2000 e registraram a trágica situação da população local e a esperança desse povo por um futuro melhor.


13 de maio

18mai09

O décimo terceiro dia de maio é, em essência, recheado de história. Em 1767, nascia em Lisboa D. João VI, O Clemente, que, para azar ou sorte dos brasileiros, assumiria o trono de portugal 49 anos depois. Desastroso ou não, o episódio nos é significativo, pois, por hombridade ou covardia, foi D. João quem elevou sua maior colônia (cá estamos) ao status de “reino unido”.

Além diso, há exatos 121 anos, Dona Isabel, princesa imperial do Brasil e bisneta de D. João, precisou de apenas dois artigos para pôr fim a uma atrocidade que se verificava havia mais de um século. Último país ocidental e independente a abolir a escravatura, é irrefutável que ainda paguemos caro por termos cultivado nossos “filhos de todo açoite” — lamentavelmente, não são raros os tataranetos que ainda sofrem as mais tristes conseqüências.

ps: 13 de maio também é a data do lançamento do livro A revolução venezuelana, do jornalista Gilberto Maringoni. Imperdível.


Do lar simples às grandes óperas do mundo pelo impulso do talento. Montserrat Caballé, nascida em Barcelona em 1933, comemora hoje 76 anos de vida embalados pelo canto lírico. No Conservatório Superior de Liceu, 12 anos de estudos de canto. Dois anos na Ópera de Basiléia, na Suíça, e mais três na Ópera de Bremen. Em 1965, a estréia para o mundo. Montserrat substitui Marilyn Horne na ópera Lucrezia Borgia de Donizetti.

Um crítico novaiorquino celebra:”Callas + Tebaldi = Caballé”. Maria Callas, norteamericana, referência mundial de canto lírico, e Renata Tebaldi, uma das grandes da Ópera italiana. Com essa comparação, Montserrat, de fato, foi aclamada diva. Teatros repletos de aplausos, países orgulhosos em recebê-la, uma voz eternizada que caminhou até pelo rock: a cantora lírica espanhola gravou o álbum “Barcelona” com Freddie Mercury, vocalista do Queen.


Freedie Mercury e Montserrat interpretam How can I go on


7 de abril

07abr09

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. Essa é a definição de saúde encontrada no preâmbulo da Constituição da Organização Mundial da Saúde. Portanto, neste dia 7 de abril, dia mundial da saúde, fica a nossa homenagem àqueles que lutam pelo completo bem-estar de alguns em um mundo em que a simples ausência de doença ainda não foi conquistada pela maioria.

O grande embate travado naquele que, desde o século XX, é o altar da morte – o hospital – e pelos seus sacerdotes modernos – os médicos – trata dos limites da prática médica diante do fim da vida. Na visão hegemônica da medicina ocidental, se não existe chance de cura, não há mais o que fazer pelo doente. E, como é difícil aceitar limites, parte dos médicos apela para procedimentos invasivos e dolorosos na tentativa de prolongar a vida a qualquer preço. Em geral, um preço alto, tanto em recursos financeiros quanto em custo pessoal. Ou, algo mais freqüente em hospitais públicos, abandonam os pacientes com a justificativa de que nada mais podem fazer por ele.

Na ótica dos paliativistas – profissionais que acreditam no respeito à hora do fim como parte do respeito à totalidade da vida –, é nesse momento que a equipe de saúde pode fazer mais: garantir uma morte sem dor física, os sintomas controlados, o paciente consciente e rodeado por quem ama. Nem antecipar a morte nem esticar a vida, mas garantir que se viva até o fim com dignidade. Essa nova visão do exercício da medicina tem balançado os alicerces da bilionária indústria da saúde – e põe em xeque a visão contemporânea da morte. (“A enfermaria entre a vida e a morte”, Revista Época 14/08/2008, Eliane Brum).




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